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domingo, 5 de agosto de 2012

A segurança alimentar em nossas casas - o que deve saber?


Alimentos refrigerados e congelados
Nestes alimentos, os sinais de alteração (cor, odor, textura, sabor...) convertem-se em sinais de segurança: quando o alimento está percetivelmente alterado não deve ser consumido. Após a refrigeração, a congelação é o tratamento que menos modificações produzem nos alimentos.

Nalguns alimentos, a listéria resiste várias semanas na congelação (18 graus negativos), se bem que em condições ácidas a sobrevivência seja mais curta. Ao contrário do que se passa com a maioria dos microrganismos, as listérias podem multiplicar-se na refrigeração.

Alimentos tratados pelo calor
A destruição dos microrganismos devido ao calor (temperaturas superiores àquelas em que se desenvolvem tais microrganismos) deve-se à coagulação das proteínas e à inativação das enzimas necessários para o seu normal metabolismo, provocando-lhes a morte;
Os alimentos podem-se contaminar e existe um risco quando a aplicação de um tratamento térmico é insuficiente dado que não elimina os microorganismos patogénicos ou quando os alimentos se contaminam depois do tratamento térmico;
O botulismo é causado pela produção de toxinas botulímicas de natureza proteica que são os tóxicos naturais mais potentes atualmente conhecidos.

Como evitar as toxinfecções alimentares?

Escolha alimentos frescos e cuja origem lhe inspire confiança;
Não consuma ovos e carne de frango (ou de aves) que não estejam completamente cozinhados;
Lave frequentemente as mãos – sobretudo depois de ir à casa de banho;
Evite espirrar ou tossir para cima dos alimentos;
Não coma ou fume enquanto manipula os alimentos;
Lave cuidadosamente os alimentos que vão ser consumidos crus (caso das alfaces ou da fruta), bem como os utensílios de cozinha e superfícies que contactam com os alimentos (ex.: bancas de cozinha);
Não utilize os mesmos utensílios para alimentos crus e cozinhados;
Depois de confecionados, os alimentos devem ser consumidos num curto espaço de tempo. As sobras devem ser conservadas no frigorífico, pois só assim se pode evitar a multiplicação de micróbios presentes nos alimentos.

Texto de reflexão de Mário Beja Santos

Leia também:
Os riscos nos alimentos
Alimentação em casa
Autoria Equipa DOLCETA

 
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Prof. Doutora Clara Magalhães
Universidade de Aveiro / Campus Universitário de Santiago / PT 3810-193 Aveiro

terça-feira, 31 de julho de 2012

Onde fazer as compras para se alimentar?

Com tanta informação nos dias que correm, e com tantos alarmismos que nos assolam no que diz respeito à segurança dos alimentos que consumimos, fica difícil tomar a melhor decisão sobre o local que oferece melhores condições. Analise os seguintes textos e eleja o seu local, no adaptado à sua realidade e às suas necessidades...


Hipermercado e supermercados

As marcas do setor da grande distribuição oferecem uma série de vantagens para os consumidores, entre as quais: preços vantajosos; uma variedade de produtos disponíveis no mesmo espaço, o que impede que se multipliquem as idas e as vindas entre os diferentes estabelecimentos e o domicílio; uma escolha importante para a mesma gama de produtos; facilidades de parqueamento. Em contrapartida, as grandes superfícies são menos conviviais que o comércio de proximidade que permite reforçar os (...) Para saber mais

Comércio de proximidade


O comércio de proximidade é geralmente mais convivial e permite mais facilmente estreitar os laços e vínculos entre os habitantes do bairro. Além disso, frequentar este tipo de estabelecimentos permite ajudar os pequenos comerciantes que estimulam a economia local e que animam e dão segurança ao bairro. O comércio de proximidade, regra geral, permite que se façam as compras a pé ou de bicicleta, o que facilita a acessibilidade ao consumidor. Os preços podem ser um pouco mais elevados que nas grandes (...) Para saber mais

Mercados locais e venda ambulante


Comprar nestes mercados permite apoiar as pequenas explorações agrícolas e comprar produtos frescos e de qualidade, muitas vezes mais saborosos aos que se podem encontrar nas grandes superfícies. Além disso, este género de produtos tem menor impacte no transporte, o que é vantajoso em termos ambientais. Para além da qualidade dos produtos, estes mercados têm a vantagem de permitir uma atmosfera convivial e lá para o fim do dia de mercado até se podem conseguir reduções pois os vendedores não querem (...) Para saber mais

Diretamente do produtor ao consumidor

Comprar diretamente ao produtor permite evitar os intermediários e beneficiar de produtos frescos, da região, sazonais e muitas vezes a bom preço; pão, laticínios, carne, hortícolas, ovos, etc. Isto permite que se entre diretamente com o produtor e que se crie um clima de fidelidade. Este tipo de comércio fomenta princípios de justiça, que são os alicerces do comércio justo. Mais informações Alternativa- Associação para a promoção do Comércio Justo Equação - Cooperativa de Comércio Justo Rede nacional (...) Para saber mais
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Informar adultos: Sabe quanto sal consome por dia?

Saúde e segurança do consumidor - mais vale prevenir que remediar

Até recentemente a saúde obedecia a um modelo paternalista: era o Estado quem definia a natureza dos serviços, cuidados e até a comparticipação dos medicamentos. Este modelo revelou-se insustentável, envelhecemos e as despesas em saúde avolumaram-se assustadoramente, somos mais exigentes e queremos mais informação, passámos a ter direitos e deveres no quadro da saúde, vamos à Internet confirmar a doença que temos. Hoje vivemos numa era de auto-cuidados e os estilos de vida saudáveis são-nos apresentados como uma responsabilidade nossa.

Quanto sal ingiro por dia?

Educação para a Saúde
A saúde é um conceito positivo, um recurso quotidiano que implica um estado completo de bem-estar físico, social e mental e não apenas a ausência de doença e/ou enfermidade (OMS, 1946). Dentro desta perspetiva, a Educação para a Saúde deve ter como finalidade a preservação da saúde individual e coletiva.
Educar para a Saúde consiste em dotar de conhecimentos, atitudes e valores que ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à saúde e ao tal bem-estar físico, social e mental.
A ausência de informação incapacita e/ou dificulta a tomada de decisão.

Nesse sentido, avaliar a quantidade de sal que se ingere por dia é fundamental para a saúde do consumidor e um indicador a avaliar, de forma contínuo. Por essa razão, o consumidor deve estar consciente dos riscos que o excesso de sal despoleta na sua saúde, considerando e quantificando no rótulos dos alimentos que consome, a quantidade de sódio existente. Afinal o sódio é um mineral que já faz parte de toda a matriz alimentar, sendo na grande maioria dos casos, adicionada uma quantidade no processamento industrial a fim de conferir ao alimento maior sabor.

A seguir é apresentada uma ferramenta pedagógica para implementar em grupos de formandos, em idade adulta, ou seja, a partir de 18 anos de idade. Contudo, esta atividade pode ser adaptada a outras realidades, de acordo com as necessidades pedagógicas e objetivos que se desejem alcançar.

Faça o download do plano de aula aqui.
Faça o download do questionário de apoio aqui.

Teste os seus conhecimentos, fazendo este teste!

Para informações, recomenda-se igualmente a consulta da seguinte informação complementar, da responsabilidade da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Lavar as mãos...como e quando?

O ato de lavar as mãos representa um modo usual como as pessoas asseguram a sua higiene. Nesse sentido, realizam comummente este salutar hábito quando efetuam algum movimento que suje as suas mãos e, na maior parte dos casos, quando utilizam os sanitários.

No entanto, lavar as mãos representa um simples hábito que, não só evidencia higiene pessoal e se reflete no estado de saúde geral do indivíduo, como se repercute também na higiene dos alimentos, razão pela qual o consumidor deve igualmente estar sensibilizado para lavar as mãos de uma forma cuidada e regular.
As mãos são, por excelência, a parte do corpo humano que mais interage com o meio ambiente circundante, sendo que a epiderme possui naturalmente uma flora bacteriana protetora (ex. staphylococcus aureus) que protege o organismo de agressões microbiológicas externas, para além de contribuir para a manutenção da temperatura corporal interna. Nesse sentido, deve pois existir um particular cuidado na higiene assídua das mãos, mas recorrendo fundamentalmente a sabonetes, ou outros produtos, de pH neutro e adequados para este efeito. Além disso, preferir água tépida representa a melhor opção para não ferir a camada lipídica que recobre a epiderme e não causar um desajuste na flora bacteriana, de carácter benéfico para o organismo.
A contaminação microbiológica extrínseca que pode alcançar as mãos, possível através da existência de patogénicos no meio ambiente, pode não oferecer risco de doença diretamente para o indivíduo, mas vir a comprometer seriamente o seu estado de saúde se alcançar um alimento que será ingerido. Esta situação é tanto mais grave quanto mais manipulado for o alimento, quanto mais arriscado for o binómio tempo/temperatura aplicado no respetivo processamento térmico e eventual posterior armazenamento, se tal vier a suceder. Existem diferentes estirpes de microorganismos que não apresentam patogeneicidade em contacto com a pele, mas uma vez alcançado o trato gastrointestinal, o dano para o consumidor pode ser severo, razão pela qual o processamento alimentar, desde a manipulação, confeção e armazenamento deve ser meticuloso, dado que qualquer destas etapas realizadas de modo deficiente poderá promover o crescimento microbiológico que as mãos do manipulador alimentar poderá ter induzido.
Assim, o consumidor deve ter presente que, no caso particular da manipulação alimentar, a higiene das mãos é primordial, pois poderá contribuir para promover o risco de contaminação cruzada dos víveres alimentares, através de causas externas ou, por outro lado, de alimentos entre si com distintas cargas microbianas adjacentes e de potencial risco para o consumidor.
Para uma lavagem efetiva das mãos, qualquer indivíduo deve assegurar os seguintes cuidados, com principal enfoque quando contacta com os alimentos:
  • manter as unhas curtas, e limpas, recorrendo frequentemente a uma pequena escova que facilite a limpeza durante processo de lavagem das mãos;
  • retirar qualquer acessório (ex. anéis, pulseiras) antes da lavagem das mãos para assegurar uma higiene mais eficaz e sempre que contacta com alimentos para evitar riscos de contaminação;
  • lavar bem as mãos focando as zonas interdigitais (zonas entre os dedos), os punhos e as costas das mãos, zona por vezes esquecida;
  • utilizar um sabonete neutro e água tépida corrente e por tempo suficientemente prolongado, capaz de remover das mãos a principal carga microbiológica externa o que deverá acontecer num segundo ensaboamento;
  • não utilizar toalhas ou panos já que representam um canal húmido onde se alojam frequentemente microrganismos e portanto um veículo que poderá comprometer a adequada higiene das mãos que tenha ocorrido. Nesse sentido, o papel representa a melhor opção;
  • lavar as mãos de modo frequente, ao longo do dia, e não apenas quando estas se encontram sujas. Realizar este ato antes de utilizar os sanitários e sempre depois, antes das refeições e da manipulação alimentar e sempre que se contacta com animais e indivíduos doentes, é fundamental para cumprir um bom plano de higiene diária.
O consumidor deve estar sensibilizado para a importância que a lavagem das mãos apresenta na qualidade da sua vida, enraizando sempre este hábito e transmitindo-o também a crianças e idosos que fazem parte dos conhecidos grupos de risco e onde este aspeto adquire importância exacerbada.
Salienta-se ainda que a utilização desmesurada de produtos à base de álcool ou outros produtos químicos germicidas não são recomendáveis na lavagem das mãos porque desequilibram o pH da pele e comprometem o papel protetor da flora bacteriana, e, consequentemente, agridem também o sistema imunitário do indivíduo.

Mais informações


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terça-feira, 3 de julho de 2012

Contaminação cruzada nos alimentos

Nos últimos anos, o tema Segurança Alimentar tem merecido pertinente abordagem, sensibilizando o consumidor, sobretudo pelo impacto subestimado que se regista na saúde das populações. Na verdade, o consumidor ainda apresenta algum pudor para reportar anomalias do foro gastrointestinal à entidade sanitária mais próxima reconhecendo um caso pontual, menos severo, e do qual não perceciona a responsabilidade que também poderá ter na manipulação alimentar e consequente consumo de alimentos impróprios.


   Ainda que, de facto, estejam a ser implementadas fortes medidas de prevenção, essencialmente junto das cadeias de produção alimentar e restauração, e também distribuição, a verdade é que, por vezes, esses sistemas falham e equacionam a integridade microbiológica dos alimentos que o consumidor compra, transporta, armazena, confeciona e consome.


   A contaminação cruzada, ou re-contaminação, merece neste contexto particular ênfase dado que a transmissão de microrganismos entre distintos alimentos representa um dos maiores perigos alimentares, por vezes negligenciado, e que compromete a segurança que até então foi salvaguardada representando a principal causa das intoxicações alimentares. De facto, microrganismos patogénicos presentes mesmo em baixo nível num alimento podem, ao ser transmitidos para outra matriz alimentar, encontrar aí as condições de desenvolvimento que privilegiam e, num curto espaço de tempo, desencadear uma infeção alimentar.

Este tipo de contaminação alimentar verifica-se, sobretudo, através de uma manipulação humana incorrecta que permite o contacto direto entre alimentos e/ou por ação de utensílios (ex. facas, tábuas, etc.) que contactam entre si. Salienta-se que a contaminação cruzada, ou re-contaminação, pode ocorrer:
  • Entre alimentos crus: ocorre frequentemente entre alimentos de origem vegetal (ex. legumes) e alimentos proteicos, nomeadamente carne, aves e peixe. Existem microrganismos que predominam nos legumes e encontram nos alimentos, de origem animal, uma oportunidade para se desenvolver até níveis capazes de propiciar a doença se não forem cozinhados por um período de tempo, e temperatura adequada, capaz de os eliminar (ex. alface que decora carne ou peixe exposto num restaurante)
  • Entre alimentos crus e cozinhados: geralmente verifica-se por contacto entre superfícies, e utensílios contaminados na preparação culinária. Ocorre frequentemente nos frigoríficos quando os alimentos se encontram expostos ao ar (ex. carne a descongelar liberta sucos que vão alcançar uma carne assada que não será devidamente re-aquecida);
  • Entre pontos de contacto mal higienizados e os alimentos (crus ou cozinhados): acontece comummente quando um alimento entra em contacto com uma área que esteja contaminada provocada por deficientes condições de higiene. Ex. indivíduo doente tosse para o alimento que prepara, contaminando-o. A intoxicação alimentar poderá despoletar se o alimento for então armazenado, permitindo o desenvolvimento microbiológico, e depois ser indevidamente re-aquecido ou preparado.
Saiba pois que a melhor forma de se proteger contra uma infeção alimentar provocada por contaminação alimentar cruzada reside na preocupação em adquirir alimentos bem frescos, separar alimentos crus de cozinhados, transportá-los e conservá-los em embalagens estanques, assegurar boas condições de higiene na cozinha e nas superfícies de contacto (mãos, tábuas, luvas) e re-aquecer os alimentos por um período de tempo prolongado.

Mais informações:
Contaminação microbiológica cruzada - EUFIC
Código de Boas práticas de Fabrico – Saúde Pública

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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Risco químico nos alimentos: produção de dioxinas...como?

Dioxinas


As dioxinas são subprodutos não intencionais resultantes de processos industriais que envolvam cloro (ou derivados) e consequente combustão incompleta, em condições descontroladas de temperatura e presença de oxigénio. São várias as empresas responsáveis pela libertação ambiental de dioxinas, e consequente contaminação alimentar, das quais se destacam a indústria química que utilize produtos clorados, as indústrias metalúrgica e siderúrgica, as indústrias de produção e branqueamento de celulose e de papel. Também contribuem para a emissão destas substâncias químicas a incineração de resíduos sólidos urbanos e de resíduos hospitalares, a reciclagem de metais, os incêndios florestais, a combustão de biomassa e combustão de PVC (policloreto de vinilo). As dioxinas podem também formar-se com a combustão da madeira, por exemplo, nas lareiras domésticas e situações de toxicidade podem surgir quando a ventilação é deficiente.

Estas substâncias também podem ser produzidas naturalmente por fungos, como por exemplo o responsável pelo bolor branco da madeira. Estes bolores crescem na madeira em estado de decomposição formando colónias brancas, pequenos aglomerados brancos visíveis a olho nu.
As emissões industriais de dioxinas para o meio ambiente não apresentam apenas efeito local, podem ser transportadas a longas distâncias por correntes atmosféricas e, de forma menos importante, pelas correntes dos rios e dos mares. Consequentemente, as dioxinas estão presentes no meio ambiente de forma difusa pelo que a distância de uma população à fonte de poluição não constitui qualquer garantia de segurança. As dioxinas libertadas para o meio ambiente são destruídas muito lentamente pela luz solar. Estima-se que, mesmo que a produção cesse completamente, os níveis ambientais levarão anos para diminuir. Isto ocorre porque as dioxinas são persistentes, levam de anos a séculos para se degradarem e podem ser continuamente recicladas no meio ambiente.

Se o processo de incineração de resíduos ocorrer num incinerador, existe uma forte probabilidade de se formarem dioxinas e destas serem libertadas para o meio ambiente. No caso da incineração ocorrer no forno de uma cimenteira, as dioxinas serão incorporadas no cimento, existindo uma menor probabilidade de se libertarem para o ambiente.
A exposição às dioxinas pode ocorrer por via respiratória, oral e cutânea, então o ser humano está diariamente exposto através da ingestão de alimentos e água contaminados assim como por inalação de ar contaminado. Porém a exposição mais relevante provém da ingestão de alimentos, em particular da carne, peixes e laticínios.
Normalmente as quantidades de dioxinas ingeridas estão abaixo da quantidade máxima permitida, pelo que não se verifica perigo de toxicidade imediata. No entanto, a presença de pequenas quantidades de dioxinas nos alimentos pode conduzir a situações de exposição crónica, acarretando problemas no consumidor a longo prazo. Uma vez que não é fácil chegar a uma relação direta de causa e efeito, estas substâncias são identificadas de “perigos potenciais”.

Por outro lado, exposições agudas em seres humanos podem decorrer, por exemplo, de exposição acidental/ocupacional. A presença de dioxinas nos alimentos em quantidades anormalmente elevadas decorre de acidentes industriais, tal como sucedeu na contaminação do chocolate Belga no final da década de 90, na Bélgica, podendo estar na origem de exposições agudas por ingestão.
A toxicidade das dioxinas não depende apenas da estrutura molecular da dioxina, mas também do sexo e da idade do indivíduo afetado. Devido à sua elevada lipossolubilidade, ou seja incorporação em gordura, estes compostos tendem a acumular-se no tecido adiposo, ou seja, a sua fixação no organismo faz-se nos tecidos gordos e no leite materno, não sendo excretáveis através do suor ou de excrementos, razão pela qual se consideram bioacumuláveis. Uma vez que o Homem está localizado no topo da cadeia alimentar, sofrerá as maiores consequências de tal processo, assim com todos os efeitos decorrentes. Devem então ser tomadas as devidas precauções para evitar a sua entrada no organismo.

A toxicidade resultante da exposição a dioxinas poderá desencadear efeitos cancerígenos e ainda: efeitos crónicos nos sistemas imunitário, reprodutor e hormonal, bem como no crescimento e desenvolvimento dos seres vivos. Pode ainda provocar formas de acne dolorosas, doenças hepáticas e redução da líbido.
Estudos recentes mostram que as concentrações das dioxinas no tecido humano, na população de países industrializados, estão próximos dos níveis nos quais a toxicidade se pode manifestar.
A origem de muitas das crises associadas à contaminação de produtos alimentares com dioxinas tem como origem a pastagem de vacas em áreas próximas de fornos de combustão. As dioxinas contaminam as plantas quando estas entram em contacto com cinzas contaminadas. Quando uma vaca, ao pastar, ingere quantidades significativas de relva as dioxinas presentes são armazenadas na gordura do animal e são excretadas através do seu leite. O mesmo acontece nos humanos. As dioxinas entram no nosso corpo através dos alimentos e são armazenados nos tecidos adiposos onde permanecem por muito tempo. Tal como nas vacas, o leite materno é a via mais importante de excreção das dioxinas.

Praticamente toda a gordura animal contém pequenas quantidades de dioxinas, embora em quantidades reduzidas. As gorduras vegetais, em princípio, não têm afinidade para acumular dioxinas.
Assegurar que alimentos destinados a grupos vulneráveis, nomeadamente bebés e crianças, contenham níveis reduzidos de contaminantes é o objetivo da UE. Assim, os níveis permitidos de dioxinas e outros contaminantes em matérias-primas para produção de alimentos destinados a grupos vulneráveis estão descritos no Regulamento (CE) No. 1881/2006 de 19 Dezembro de 2006.
A dioxina é uma substância potencialmente perigosa, mas o seu efeito no corpo humano após a sua entrada não é previsível, a diversidade da dieta alimentar pode ser uma ferramenta importante para reduzir perigos inerentes à bioacumulação.

Autoria Equipa DOLCETA


 
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terça-feira, 26 de junho de 2012

Como armazenar alimentos em casa

Armazenar convenientemente os alimentos, no seio doméstico, pode ser uma tarefa ingrata onde os recursos existentes por vezes não são adequados e a sensibilidade para os ajustar pode ser escassa. Perceba, nesta secção, como inverter essa ideia!

À chegada a casa, ao arrumar as compras, existem algumas dicas que deverão ser consideradas:
  • todos os alimentos devem ser armazenados em recipientes adequados para utilização alimentar e estes devem ser mantidos tapados, para que não escorram líquidos que contaminem os restantes alimentos e provoquem uma contaminação cruzada);
  • os alimentos refrigerados devem ser rapidamente guardados no frigorífico e em seguida os congelados no congelador. Por último preocupe-se com os armazenados à temperatura ambiente;
  • os alimentos refrigerados devem ser mantidos no frigorífico até à hora de serem servidos, os confecionados e os alimentos quentes deverão ser mantidos a temperatura superior a 65˚C, até à hora de serem consumidos;
  • as refeições já confecionadas, comercializados quentes devem estar acima dos 65˚C, devem ser consumidas o mais rápido possível (até 2 horas). Caso não sejam consumidas de imediato devem ser guardadas no frigorífico até chegar ao momento do seu consumo;
  • após a refeição, as sobras dos alimentos devem ser guardadas rapidamente no frigorífico. Deverá haver a preocupação de nunca deixar os alimentos confecionados mais de duas horas à temperatura ambiente, principalmente em alturas de tempo quente ou se a casa estiver demasiado aquecida;
  • para arrefecer rapidamente alimentos confecionados, quer para refrigeração como para congelação, devem ser usados recipientes rasos e pequenos, distribuídos e tapados, mas não fechados, para favorecer uma libertação de calor mais rápida;
  • a descongelação dos alimentos não deve ocorrer nunca à temperatura ambiente. O processo de descongelação deve ocorrer no frigorífico em recipiente fechado, de um dia para o outro, ou no microondas (usando o programa de descongelação). Após a descongelação, o alimento deve ser mantido, refrigerado, no frigorífico até ser confecionado.
Segue-se uma tabela com tempos de refrigeração e congelação indicativos para alimentos mais usuais de modo a orientar o consumidor no cumprimento das condições específicas de armazenagem dos alimentos:
Assegurar o ideal funcionamento do frigorífico e do congelador, evitando sobrecargas e falta de higiene são as principais medidas que permitirão assegurar o mais possível os prazos de armazenamento estabelecidos nesta tabela, onde a frescura dos alimentos adquiridos, sua correta preparação e manipulação, e a preservação estanque da respetiva embalagem, irão seguramente favorecer a qualidade do alimento e consequentemente o consumidor.

Mais informações:




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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Porque devo ler um rótulo alimentar?

As informações que se encontram nas embalagens dos alimentos são diversas, desde slogans publicitários, imagens características da marca, indicação da sede fiscal da empresa, e características do produto embalado. O consumidor perante tanta informação e por vezes complexa tem dificuldade em encontrar e interpretar a informação realmente importante na hora de selecionar um produto numa vasta prateleira com alimentos semelhantes porém com rótulos completamente diferentes mesmo ao nível de denominação dos ingredientes.
Tendo em conta as necessidades dos consumidores a Comissão Europeia adotou uma proposta para tornar os rótulos dos alimentos mais concisos tais como as Diretivas 2000/13 e 90/496 claramente evidenciam.
A informação contida num rótulo de um produto alimentar deve assim:
  • permitir que os consumidores façam escolhas informadas, seguras, saudáveis e sustentáveis;
  • prestar informação pertinente, útil e devida aos consumidores;
  • promover um contexto comercial propício à concorrência;
  • assegurar coerência e clareza na prestação da informação;
  • proteger a saúde dos consumidores e responder aos seus pedidos específicos de informação;
  • evitar indicações que induzam em erro e eliminar as incoerências existentes;
  • permitir e recompensar a inovação da indústria, permitindo fazer pleno uso do poder da rotulagem para vender os seus produtos;
  • salvaguardar a existência de ingredientes alergenos que possam agredir indivíduos mais sensíveis.
Assim, a informação essencial relativa a determinado género alimentício embalado deve constar no rótulo de forma legível e compreensível (no idioma que o país pratica): denominação de venda, lista de ingredientes e aditivos, indicação de alergenos, quantidade líquida (se aplicável), data de durabilidade mínima ou data limite de consumo, condições especiais de conservação, utilização e modo de emprego, informação relativa ao lote a que pertence o alimento, no caso de bebida com álcool têm que ser indicado o teor alcoólico (Ver Modulo do Consumo Sustentável, artigo "Rotulagem e embalagens - composição do produto").
Se estiver perante um alimento produzido a partir de espécies geneticamente modificadas (OGM) essa informação deve constar na rotulagem do género alimentício bem como se se tratar de um alimento enriquecido.
Se um consumidor com acuidade visual normal não conseguir detetar de forma fácil e legível a rotulagem do género alimentício poderá estar em causa o incumprimento da legislação europeia por parte da empresa que fabrica o produto. A informação presente no rótulo dos alimentos tem que ser apresentada num local em evidência e não pode haver qualquer elemento interferente a esconder, disfarçar, interromper ou desviar a atenção dessa informação. Por outro lado, existe já uma preocupação contínua em apresentar o rótulo em Braille para as pessoas invisuais.
Também é de carácter obrigatório a informação sobre as características nutricionais do alimento de forma a facilitar o consumidor a efetuar escolhas mais saudáveis e seguras. Atualmente é obrigatória a presença, na frente da embalagem, o valor energético e teores de matérias gordas, ácidos gordos saturados, glícidos (particularmente os açucares) e, sal (sódio) por 100 ml/g de produto. Além disso também deve estar presente a proporção destes conteúdos relativamente ao valor diário recomendado. Estas tabelas são construídas por 100g de produto e também por quantidade de dose ingerida, fator sugerido pelo fabricante do produto e que por vezes deturpa a realidade de consumo praticada.
Muitos dos produtos que se encontram à venda não estão embalados como é o caso de alguns produtos de charcutaria, fruta, legumes e grãos também estão sujeitos a rotulagem obrigatória na qual deve constar o nome do produto, categoria, variedade, origem, peso líquido e o preço por unidade de medida (kilo, litro, etc).
Perante tanta informação que é colocada na embalagem de cada produto é de extrema importância que o consumidor esteja atento à informação realmente útil, nomeadamente lote a que pertence, ingredientes, características nutricionais, valores energéticos, data limite de consumo, modo de conservação, utilização e de emprego e, se for o caso o teor alcoólico.
Por outro lado, recomenda-se ao consumidor que se mantenha actualizado frequentemente já que a Comissão europeia prevê a melhoria da legislação aplicada à rotulagem de géneros alimentícios.
Mais informação:

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terça-feira, 19 de junho de 2012

Comprar alimentos online...que cuidados ter?

A evolução das novas tecnologias permitiu alargar as possibilidades para aquisição de géneros alimentícios, nomeadamente efetuar compras via Internet. Esta alternativa além de ser extremamente prática permite economizar tempo.
Muitos consumidores selecionam o hipermercado que dispõe de serviço de compras online e, efetuam a sua encomenda podendo esta ser entregue no local que o cliente escolhe ou o cliente prefere levantar a encomenda na superfície comercial.
A cadeia alimentar está sujeita a um controlo rigoroso uma vez que existe implementação do sistema HACCP. O cliente quando efetua a encomenda online tem acesso imediatamente às características dos produtos bem como ao preço e, dispõe de um local apropriado para manifestar as suas preferências como seja a escolha da fruta, legumes, peixe, etc. Nessas notas pode ser introduzido se o cliente prefere a fruta mais verde, se prefere peixe com determinado peso, etc.
Os colaboradores da empresa selecionam os produtos alimentares de uma forma personalizada e de acordo com as observações emitidas pelos clientes. Posteriormente os alimentos são separados devidamente para não haver qualquer tipo de contaminação e são armazenados em locais apropriados até ser efetuada a entrega dos alimentos ao cliente.
Atualmente, dada a elevada procura desta nova realidade os hipermercados têm uma linha de apoio para a qual o cliente pode efetuar uma chamada para esclarecer alguma dúvida ou mesmo colocar alguma questão.

Algumas sugestões:
  • Antes de efectuar a compra de alimentos deve certificar-se que o estabelecimento tem licença para comercializar produtos alimentares crus e/ou processados. Este documento deve estar afixado em local que o público facilmente visualize;
  • As zonas onde são manipulados os alimentos (bancadas, mesas, frigoríficos, arcas) e áreas envolventes (piso, parede, tecto) devem estar bem limpas, iluminadas e arejadas;
  • Observar cuidadosamente o aspeto exterior dos produtos embalados, certifique-se que não se encontra perfurado e/ou amassado e o rótulo está percetível;
  • Na compra de cereais (arroz, farinha, feijão, grãos) a granel verifique o aspeto do produto nomeadamente ausência de sujidade e humidade e o peso;
  • Quando comprar leite e derivados (iogurtes, queijo, manteiga) deve prestar atenção à temperatura que se encontram armazenados, verifique o estado da embalagem (ausência de humidade e de perfurações) assim como o prazo de validade;
  • As bebidas devem conter um lacre que não pode estar violado;
  • Não compre verduras cujas folhas estejam com tonalidade amarelada pois esta característica indica que já não são frescas. Observe se as folhas têm alguma perfuração e, caso se verifique este facto selecione outra verdura pois esta poderá ter estado em contacto com algum inseto.
  • Escolha frutas não muito maduras caso pretenda armazenar assim, deve avaliar a sua textura e consistência. Selecione peças de fruta que não contenham perfurações pois, normalmente este facto potencia o risco de contaminação.
  • Deve ter alguns cuidados na compra de peixe sobretudo observar se as escamas estão presas à pele do peixe, olhos brilhantes, guelras vermelhas, consistência firme e macia;
  • Ao comprar carne fresca tenha especial cuidado na observação da sua aparência, nomeadamente a cor. A carne de suíno e bovino deve apresentar cor vermelha brilhante quando fresca no entanto a carne embalada (vácuo) terá uma cor mais escura devido à ausência de oxigénio. Convém observar se estão presentes mais alguns critérios de qualidade da carne como por exemplo a temperatura à qual a carne está armazenada, se a carne apresenta uma fina capa de gordura, se é macia e se está suculenta;
  • Nunca compre alimentos com o prazo de validade vencido! Sempre que encontrar algum alimento nessas condições reporte a situação às entidades competentes.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Guarda os seus alimentos em caves ou garagens?

Em locais onde a disponibilidade de alimentos hortícolas é abundante, recorrer a celeiros, caves, arrecadações ou outros locais semelhantes, próximos da residência, representa um meio alternativo de grande comodidade para o consumidor. Nesses locais podem armazenar-se, por longos períodos de tempo, alimentos como cereais, fruta, batatas, cebolas, alhos, fruta, enchidos, etc.

Estes locais são geralmente bastante frescos e protegidos da luz solar, condicionando uma atmosfera muito favorável na preservação dos alimentos. Contudo, não será de menosprezar alguns cuidados que o consumidor deve vigiar para assegurar a qualidade dos produtos que armazena:

  • Limpeza das instalações: dado que representam áreas de pouca circulação, as caves, celeiros, garagens, e outros locais escolhidos, a higiene destes locais tende a ser esquecida. Deste modo, facilmente podem acumular resíduos alimentares que, se deteriorados, poderão contaminar o ar circundante e contribuir para a contaminação microbiológica dos alimentos existentes, aumentando o risco do seu consumo e diminuindo a sua qualidade. Além disso, poderão atrair insetos e roedores que ataquem os alimentos, favorecendo pragas e causando irremediavelmente danos económicos;
  • Controlar a rotatividade dos stocks: pode acontecer frequentemente o armazém escolhido ser continuamente abastecido com hortofrutícolas que se pretendem disponíveis todo o ano (ex. batatas, cebolas). Neste caso, deve existir um particular cuidado para armazenar estes alimentos de modo a que a ordem de consumo corresponda à ordem de armazenamento. Assim, evitar-se-á o envelhecimento e/ou esquecimento de alimentos, os quais acabam por ser rejeitados;
  • Demarcar a área destinada ao armazenamento alimentar: nestes locais é comum serem armazenados outros produtos, nomeadamente químicos, para além da eventual existência de animais domésticos como cães, coelhos, galinhas, etc., que aí vivem. Este facto resulta na indubitável contaminação dos alimentos armazenados e, por conseguinte, deve ser totalmente evitado. Por outro lado, é também usual alguns alimentos serem protegidos com inseticidas, ou outros produtos químicos (ex. sulfato nas batatas), para prolongar o seu tempo de vida útil. É pois conveniente que, na área de armazenamento alimentar demarcada, não ocorra mistura dos alimentos entre si, já que alguns dos hortofrutícolas armazenados nestes locais são consumidos com casca e cuja ação química pode também contribuir para a sua deterioração mais rápida;
  • Evitar zonas com humidade: o aparecimento de focos de água, tais como canalização própria, fontes, etc. poderá causar problemas na segurança alimentar de alimentos armazenados nestes locais (ex. cereais) se o desenvolvimento de fungos e bolores ocorrer. Alguns destes microrganismos, na ausência de arejamento e humidade, poderão propagar-se e produzir micotoxinas, metabolitos resultantes do seu desenvolvimento e capazes de causar sérios danos na saúde do consumidor. Assim, as áreas eleitas para o armazenamento devem, favoravelmente, ser distantes de um eventual ponto de água que possa existir.

Seguindo as orientações enunciadas, o consumidor contribui para prolongar a qualidade e o tempo de vida útil dos alimentos armazenados mas sobretudo proteger a sua saúde e o investimento, temporal e financeiro, realizado.
Autoria Equipa DOLCETA








DOLCETA PORTUGAL - Educação online para a cidadania
Coordenação nacional da responsabilidade de:
Prof. Doutora Clara Magalhães
Universidade de Aveiro / Campus Universitário de Santiago / PT 3810-193 Aveiro

terça-feira, 12 de junho de 2012

A inovação na Indústria Alimentar


São muito recentes, os novos desenvolvimentos da Ciência no sentido de optimizar os benefícios dos alimentos, rentabilizando o seu potencial nutricional e na menor quantidade a ingerir. As novas tecnologias alimentares são muito interessantes mas o consumidor deve estar informado das implicações que este ramo da Inovação pode trazer para a sua saúde.

Esta técnica, inócua para o consumidor, está implementada na indústria há anos, mostrando-se bastante eficiente na conservação alimentar. Tem como principal objetivo prolongar a validade de certos alimentos, tais como café, cacau, ervas aromáticas e especiarias, ou outros alimentos que permitam a sua aplicação. O processo consiste em submeter os alimentos, já embalados ou a granel, a uma quantidade controlada de radiação proveniente de fontes de energia como raios gama, raios-x ou feixes de eletrões. Ler mais.

Organismos geneticamente modificados (OGM)

Os organismos geneticamente modificados (OGM) representam seres vivos cujo material genético foi modificado através de técnicas modernas de engenharia genética, com o objetivo de atribuir-lhes determinada(s) propriedade(s) com vantagem adicional perante o organismo natural. Quando a modificação no genoma do indivíduo consiste na introdução de genes procedentes de outra espécie alheia (ex. vírus, bactérias, vegetais ou animais) diz-se que o novo indivíduo desenvolvido é transgénico ou origem transgénica. Ler mais.
A clonagem é uma forma de reprodução assistida que permite criar organismos com igual herança genética. A técnica comummente utilizada para a concretizar a clonagem é a transferência nuclear através da qual se substituí o núcleo de um óvulo não fecundado pelo núcleo de uma célula do organismo do animal, formando-se assim um embrião que representa uma cópia do animal que lhe deu origem. Esta manipulação genética realizada em laboratório in vitro é então cuidadosamente transferida para a experimentação in vivo. Ler mais.
A nanotecnologia é o campo da ciência responsável pelo desenvolvimento de novos materiais à escala nano, ou seja menor que um micrómetro, e portanto aplicada ao nível molecular. O seu interesse reside na apresentação de fenómenos e propriedades resultantes da manipulação de novos materiais a uma escala tão pequena permitindo assim a obtenção de produtos com potencial único e custos reduzidos. Os investigadores da Indústria prevêem que a nanotecnologia poderá favorecer variadíssimos campos de aplicação. Ler mais.

Alimentos funcionais

Nos últimos anos verificou-se, nas prateleiras dos supermercados, um aumento significativo de alimentos processados que potenciam o estado de saúde do consumidor, conferindo vantagem metabólica para além do valor nutricional intrínseco. Esta gama de alimentos industrializados, conhecidos como alimentos funcionais, destacam-se do portfolio da Indústria Alimentar por contribuírem, se integrados numa dieta equilibrada e um estilo de vida saudável, para a manutenção da qualidade de vida do consumidor. Ler mais.


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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Alimentos funcionais...para quê?

São muito recentes, os novos desenvolvimentos da Ciência no sentido de optimizar os benefícios dos alimentos, rentabilizando o seu potencial nutricional e na menor quantidade a ingerir. As novas tecnologias alimentares são muito interessantes mas o consumidor deve estar informado das implicações que este ramo da Inovação pode trazer para a sua saúde.

Nos últimos anos verificou-se, nas prateleiras dos supermercados, um aumento significativo de alimentos processados que potenciam o estado de saúde do consumidor, conferindo vantagem metabólica para além do valor nutricional intrínseco. Esta gama de alimentos industrializados, conhecidos como alimentos funcionais, destacam-se do portfolio da Indústria Alimentar por contribuírem, se integrados numa dieta equilibrada e um estilo de vida saudável, para a manutenção da qualidade de vida do consumidor. Deste modo é possível reduzir o impacto que algumas doenças têm registado nas sociedades modernas.
Embora seja do conhecimento geral que os alimentos naturais, não processados, como a fruta e os legumes, apresentam igualmente carácter funcional, na realidade o decréscimo do seu consumo nas atuais sociedades tem contribuído para a ingestão massiva de alimentos processados, alguns destes sem interesse nutricional e capazes de induzir o aparecimento de doenças como por exemplo a obesidade, a diabetes, aumento do nível de colesterol (LDL) e hipertensão.
Nesse sentido, a Indústria Alimentar encontra no excessivo consumo de alimentos processados uma oportunidade para desenvolver produtos capazes de contribuir para a diminuição do impacto nefasto que estas doenças registam em pleno séc. XXI. Deste modo satisfaz o consumidor, cada vez mais recetivo para cuidar a sua alimentação, mas também promovendo a Inovação neste domínio.
Atualmente, são vários os alimentos processados, de carácter funcional, que se encontram à disposição no mercado. A sua oferta pode variar, por exemplo, entre alimentos enriquecidos com ácidos gordos ómega 3 e 6, como manteigas, ovos, queijos e leites, a alimentos contendo na sua composição isoflavonas como as bebidas de soja ou outros alimentos enriquecidos com maior teor de vitaminas ou sais minerais.
Para tirar o melhor partido dos alimentos funcionais, o consumidor deve pois estar sensibilizado para os cuidados a respeitar no seu consumo...Ler mais.

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Mas porque quero eu saber de alimentação?!

Vigiar a alimentação durante o dia, todo o ano, toda a vida, é uma forma de preservamos a qualidade de saúde que teremos hoje e amanhã. Embora os riscos de segurança alimentar sejam muitos, sobretudo face às perturbações ambientais que o Planeta atravessa, é possível o consumidor estar atento e proteger-se. Deve ainda assegurar a ingestão diária dos nutrientes indispensáveis à vida e beneficiar do prazer que a alimentação deve sempre oferecer: com peso e medida!

Nos últimos anos, os arrojados avanços da Medicina e da Investigação instaurados nos países desenvolvidos têm reportado graves problemas de Saúde Pública, como o cancro, a obesidade, a diabetes, a hipertensão, patologias cardiovasculares, entre outras doenças, resultantes na maioria dos casos de uma alimentação deficiente, enraizada no tempo. Ler mais

Siga estes conselhos para uma alimentação saudável

Prefira o consumo diário de peixe e aves que são uma excelente alternativa às carnes vermelhas, porque têm menor teor de gordura saturada e portanto minimizam o aparecimento de doenças cardiovasculares, obesidade, arteriosclerose e cancro, entre outras. Além disso, privilegie o consumo de frutas e vegetais e reduza o consumo de produtos ricos em proteina animal. Insiste na hidratação à base de água ao longo do dia.
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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Vem aí o calor... Que cuidados na alimentação ao ar livre?


Independentemente do destino final (ex. campo, praia, etc.) no momento de planificar o que levar na saída, ou em viagem, tenha presente a necessidade de cumprir alguns cuidados de manipulação e transporte de alimentos para que a alimentação nestes momentos seja segura. Saiba pois como deve transportar as diferentes gamas de alimentos:
  • 1. Alimentos crus perecíveis como o peixe, a carne e ovos, face ao elevado risco microbiológico devem sempre ser transportados em ambiente refrigerado controlado e preferencialmente separados dos restantes alimentos para impedir contaminações cruzadas e também oscilações de temperatura indesejáveis. A utilização de termoacumuladores bem congelados é fundamental e o tempero prévio com vinho, sal, especiarias ou ervas aromáticas é recomendável porque minimiza o crescimento das bactérias. Transporte apenas a quantidade esperada e cozinhe por períodos de tempo prolongados. Sobras destes alimentos não devem ser re-utilizadas;
2. Refeições confecionadas para consumir quentes devem ser sempre transportadas em condições de frio e aquecidas apenas antes do seu consumo. Se se destinarem a ser consumidas num período de tempo inferior a 2 horas, a utilização de pequenos recipientes isotérmicos pode ser útil. É importante respeitar esta regra apenas para curtos períodos de tempo dado que prolongar a exposição dos alimentos a temperaturas amenas é não só reduzir o seu teor nutricional mas também instigar rapidamente um desenvolvimento bacteriano nefasto;
  • 3. Refeições confecionadas para consumir frias (ex. saladas, rissóis) devem privilegiar um cuidado redobrado na compra dos ingredientes que as constituem, devendo ser bem frescos e preparados o mais próximo possível do seu consumo, e em perfeitas condições de higiene. Arrefeça-os rapidamente (se aplicável) e armazene no frigorífico até ao momento da partida. Devem igualmente ser transportados em mala térmica;
  • 4. Alimentos processados com necessidade de frio (ex. iogurtes, queijo, fiambre) devem ser protegidos de oscilações térmicas. Preserve estes alimentos no fundo da mala térmica, junto de um termoacumulador grande e bem frio. Transporte a menor quantidade possível e consuma no próprio dia;
  • 5. Alimentos processados sem necessidade de frio (ex. batatas fritas, bolachas) devem ser acondicionados à parte, em pequenas caixas que protejam a rutura das embalagens e a exposição ao sol e calor. Ler mais.

Informação complementar:
Comprar alimentos para as férias
Comer na Escola, no Trabalho ou em Lazer
Preparação e confeção dos alimentos: o que deve saber?
Cuidados a ter com as sobras dos alimentos


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